Sexta-feira, Julho 01, 2005
Quinta-feira, Maio 05, 2005
Jogando às escondidas
O que na vida hà a retirar
só eu sei o que preciso
Tu podes não aceitar
mas nós os dois estamos unidos
Para sempre só nós dois somos
o que viemos a ser
No teu seio eu me escondo
nada vai acontecer
No teu olhar vejo um espelho
à espera de se quebrar
quero ser tua energia
quero ser o teu vibrar
Andas nisto há muito tempo
e pedes-me para esperar
de mãos vazias penso
o que podes recear
Eu só espero de mim só
aquilo que conseguir
desatar-me deste nó
para que eu possa seguir
Roubas-me lágrimas e sorrisos
isto é o que eu posso contar
já nem sei se somos amigos
porque tens mendo de me falar
Eu que busco companhia
sempre à procura de te ver
como a noite está para o dia
à espera do acontecer
O sentimento é o que eu sinto
por ti é um tormento
por vezes até me finto
com medo de acabar
De noite acordo com suores frios
é da distância entre nós
é a separação dos unidos
é o som da minha voz
E ao deitar não deixo de pensar
na sua felicidade
na minha infelicidade
no teu abraçar
que não vou ter
se não voltar a amar
só eu sei o que preciso
Tu podes não aceitar
mas nós os dois estamos unidos
Para sempre só nós dois somos
o que viemos a ser
No teu seio eu me escondo
nada vai acontecer
No teu olhar vejo um espelho
à espera de se quebrar
quero ser tua energia
quero ser o teu vibrar
Andas nisto há muito tempo
e pedes-me para esperar
de mãos vazias penso
o que podes recear
Eu só espero de mim só
aquilo que conseguir
desatar-me deste nó
para que eu possa seguir
Roubas-me lágrimas e sorrisos
isto é o que eu posso contar
já nem sei se somos amigos
porque tens mendo de me falar
Eu que busco companhia
sempre à procura de te ver
como a noite está para o dia
à espera do acontecer
O sentimento é o que eu sinto
por ti é um tormento
por vezes até me finto
com medo de acabar
De noite acordo com suores frios
é da distância entre nós
é a separação dos unidos
é o som da minha voz
E ao deitar não deixo de pensar
na sua felicidade
na minha infelicidade
no teu abraçar
que não vou ter
se não voltar a amar
Um dia de cada vez
Carpe diem.
Ao ouvir Bruce springsteen escrevo para desabafar
algo que tenho para dizer, algo que tenho para falar. E sem querer falar, escrevo.
Com os 'headphones' nos ouvidos faço do que me rodeia um mundo surdo e mudo. Tomo atenção às letras e aspiro escrever assim, musica e letra.
Isto de não fazer nada dá a volta à minha cabeça. Nem trabalho nem estudos, para além de guitarra e do kung fu, não nada que valha a pena partilhar. Passo os meus dias sozinho a pensar e a escrever, para ver se consigo, para tentar esquecer.
Com empregos não tenho muita sorte, duro entre 1 e 2 dias no máximo, e depois venho-me embora, desiludido, sem vontade de fazer o que quer que seja.
Porque é que a vida tem de ser assim, cruel e vazia de preenchimento, de cor de vida?
Não sei qual é a resposta a esta pergunta, mas fi-la na mesma num desabafo cordial com os meus sentimentos.
As pilhas do leitor de cds estão a durar mas já acusa falta de pilha, enquanto isso dura não penso em mais nada a não ser na escrita e na música.
Tenho de comprar um caderno de capa dura, do género um diário para transpor para lá o que me vai na alma e quem sabe transpor para aqui também, para um estranho conhecer e ler. O que acho pouco provável. Esta página não tem muito que se lhe diga, é um blog, nada mais. Gostava de ser talentoso em algum aspecto da minha vida, e ser feliz assim.
Eu devia acordar de manhã e treinar até ao almoço, mas a preguiça é muita e por isso deixo-me estar debaixo das mantas quentinhas e aconchegadoras.
Bem fico-me por aqui.
Fat props para todos!
Luis Guerreiro
Ao ouvir Bruce springsteen escrevo para desabafar
algo que tenho para dizer, algo que tenho para falar. E sem querer falar, escrevo.
Com os 'headphones' nos ouvidos faço do que me rodeia um mundo surdo e mudo. Tomo atenção às letras e aspiro escrever assim, musica e letra.
Isto de não fazer nada dá a volta à minha cabeça. Nem trabalho nem estudos, para além de guitarra e do kung fu, não nada que valha a pena partilhar. Passo os meus dias sozinho a pensar e a escrever, para ver se consigo, para tentar esquecer.
Com empregos não tenho muita sorte, duro entre 1 e 2 dias no máximo, e depois venho-me embora, desiludido, sem vontade de fazer o que quer que seja.
Porque é que a vida tem de ser assim, cruel e vazia de preenchimento, de cor de vida?
Não sei qual é a resposta a esta pergunta, mas fi-la na mesma num desabafo cordial com os meus sentimentos.
As pilhas do leitor de cds estão a durar mas já acusa falta de pilha, enquanto isso dura não penso em mais nada a não ser na escrita e na música.
Tenho de comprar um caderno de capa dura, do género um diário para transpor para lá o que me vai na alma e quem sabe transpor para aqui também, para um estranho conhecer e ler. O que acho pouco provável. Esta página não tem muito que se lhe diga, é um blog, nada mais. Gostava de ser talentoso em algum aspecto da minha vida, e ser feliz assim.
Eu devia acordar de manhã e treinar até ao almoço, mas a preguiça é muita e por isso deixo-me estar debaixo das mantas quentinhas e aconchegadoras.
Bem fico-me por aqui.
Fat props para todos!
Luis Guerreiro
Por caminhos diferentes
Poetizar para musicar é diferente
Temos de ser menos poetas
Temos de ter algo coerente
algo que nos disconecta
Há algo em nós que nos faz despertar
uma força imensa que está para aparecer
nós só temos de acreditar
que tudo isso vai acontecer
Chamam-me à razão, chamam-me à certeza
mas não à nada que fique senão
uma ténue luz acesa
Que me dera poder bradar ao mundo
Todo o meu sofrimento
e que todo esse mundo
me aquietasse e aconchegasse por dentro
São as luzes cegas que eu não vejo
Nem por mais que encolha os olhos
é a fé que move aos molhos
o rebanho num lampejo
Sorri, ri, mostra-te para mim
nada sou como já fui
Nunca seri como tal, assim
ao ver-te eu sorri
Escondi-te dos teus olhos
o meu tamanho sentimento
e como moinho sem vento
nada eu fiz por ti
e agora que te perdi
Com nada e semtudo fiquei
já não me lembro como me senti
da primeira vez que te beijei
Gostava de ser sério e ao mesmo tempo divertido
mas não sei de seriedade
nem de quando dar um sorriso
São três vias duma só vez
e em nenhuma me mantenho
sei que nada se fez
para merecer tamanho acanho
Está a sala a feder a fumo
quase morro de intoxicação
se essa morte não fosse tão lacerante
seria a minha primeira opção
Tanta beleza me rodeia
e nela não posso tocar
estou reduzido à fealdade
predestinado a chorar
São lágrimas de tristeza
estas, as que mão choro
não que viver na incerteza
de não encontrar namoro
Um carinho sabe bem de vez em quando
acordar ao lado de quem se ama
à procurar desse amor eu ando
mesmo quando é pouca a fama
Temos de ser menos poetas
Temos de ter algo coerente
algo que nos disconecta
Há algo em nós que nos faz despertar
uma força imensa que está para aparecer
nós só temos de acreditar
que tudo isso vai acontecer
Chamam-me à razão, chamam-me à certeza
mas não à nada que fique senão
uma ténue luz acesa
Que me dera poder bradar ao mundo
Todo o meu sofrimento
e que todo esse mundo
me aquietasse e aconchegasse por dentro
São as luzes cegas que eu não vejo
Nem por mais que encolha os olhos
é a fé que move aos molhos
o rebanho num lampejo
Sorri, ri, mostra-te para mim
nada sou como já fui
Nunca seri como tal, assim
ao ver-te eu sorri
Escondi-te dos teus olhos
o meu tamanho sentimento
e como moinho sem vento
nada eu fiz por ti
e agora que te perdi
Com nada e semtudo fiquei
já não me lembro como me senti
da primeira vez que te beijei
Gostava de ser sério e ao mesmo tempo divertido
mas não sei de seriedade
nem de quando dar um sorriso
São três vias duma só vez
e em nenhuma me mantenho
sei que nada se fez
para merecer tamanho acanho
Está a sala a feder a fumo
quase morro de intoxicação
se essa morte não fosse tão lacerante
seria a minha primeira opção
Tanta beleza me rodeia
e nela não posso tocar
estou reduzido à fealdade
predestinado a chorar
São lágrimas de tristeza
estas, as que mão choro
não que viver na incerteza
de não encontrar namoro
Um carinho sabe bem de vez em quando
acordar ao lado de quem se ama
à procurar desse amor eu ando
mesmo quando é pouca a fama
Foi contigo
Nas ruas e vielas
estradas e avenidas
com ela vou-me encontrar
encontrar às escondidas
De estar tão só chorei
por ti o que sofri
as lágrimas que derramei
foi algo que perdi
Visto o meu casaco favorito
Pego na mota, faço-me à estrada
Vou ter com o meu amor escolhido
Vôo parece que tenho asas
Tu sabias o que dizer-me ao ouvido
Tudo o que eu sonhei foi contigo
Não andar mais escondido
e poderes-me chamar em público de querido
nada mais eu queria ter ouvido
estradas e avenidas
com ela vou-me encontrar
encontrar às escondidas
De estar tão só chorei
por ti o que sofri
as lágrimas que derramei
foi algo que perdi
Visto o meu casaco favorito
Pego na mota, faço-me à estrada
Vou ter com o meu amor escolhido
Vôo parece que tenho asas
Tu sabias o que dizer-me ao ouvido
Tudo o que eu sonhei foi contigo
Não andar mais escondido
e poderes-me chamar em público de querido
nada mais eu queria ter ouvido
Domingo, Maio 01, 2005
Sentado, escrevo, sem nada melhor para fazer
algum lampejo, algum relampâgo
que me acorde deste adormecer
Oiço vozes vizinhas, não familiares
faço delas palavras minhas
se eu pudesse ao menos espereitar
Aqui no sossego do meu quintal
Oiço os pássaros chilrear
vizinhas a falar
no sossego deste meu quintal
Para muitos seria ilidico, quase utópico
para terem tudo o que tenho
mas o quetenho é basoco, simples singelo
não é nada de tão grande tamanho
Mas o que eu sinto, Ha, isso sim é decrépito, pobre, roto e sujo
As formas como me sinto nu mal-visto e viscoso
Ha, pois, o meu viver ocioso
Não há tinta nem lapiseira que possa por no papel
a derradeira, a derradeira e verdadeira verdade
das minhas emoções enquanto mocidade
Ainda sou novo mas com pensamentos de velho acabado sozinho e abandonado
Nada me vem salvar nem uma princesa
Nem o meu próprio respirar
Respirar este que se torna cada vez mais ofegante
ora não fosse eu adepto de fumar
e portanto, não obstante
tenho-o em mim e acabo só quando o dinheiro acabar
Cabal é este o meu sentimento
como cimento, pedra e cal
eu sinto mas não rebento
e não me acho o Tal
O Tal tem de ser forte, imponente e em controlo dos seus sentimentos
Eu procuro dentro de mim por entre teias e tormentos
...Mas não me encontro!
Para alguns de vós vou dizer parte do que tenho
é um misto de esquizofrenia com depressão
sou a ovelha negra de um rebalho
dentro deste turbilhão
Sofro de ansiedades grandes
e de grandes ansiedades
já tentei mudar de sitio
mas isto não é das cidades
Ou talvez tenha sido das cidades
dos seus vicios e costumes
Por favor diz-me o que achades
Se somos todos energumenos (energumes - que era assim que eu pensava que se escrevia)
Das trevas não me arrancarão
porque lá hei-de ficar
talvez por falta de compreensão
ou por algo que esteja a pagar
Não sou um Santo
eu fiz o meu quinhão de coisas más
qual não seria o meu espanto
se elas não ficassem todas para trás
Tomo comprimidos para isto e para aquilo
Até para dormir eu os tomo
Sei que estive á beira da loucura, mas não sentia isto
Dá vontade de voltar atrás e impedir que tudo isso aparecesse, mas o sol espelha prá frente, e com isto tudo fez-se
Canarinho que cantas belo
e és amarelo
come lá da minha mão
um bocadinho de farelo
Os pardais são bravos
não se deixam apanhar
de facto são como as mulheres
guardam uma certa distância para a gente não as agarrar
Alegria de casa e rosa
são dotadas de perfeição
Rosmaninho e bocas de lobo
todas me enchem o coração
Neste jardim pequeno
jaz a morte no cão
são as folhas de Inverno
que dão lugar ao Verão
Tenho dois gatos,
um é o Pandosga o outro o Xico
dou-lhes muitos miminhos
é por eles que eu sinto
Tantas bichas que não sei o nome
umas são carochas e formigas
outras de cascas grossas
são todas minhas amigas
Agora não mato nem um que seja
a não ser uma infestação
quero que a justiça seja feita
mas não pelas minhas próprias mãos
Pouso a lapiseira
verifico a lareira
Assomo-me à clareira
e como não uso cabeleira
Vou dar uma volta ao quintal
O vento sopra o vento ruge
de inicio mansinho, no fim urge
Aspergir as acepções dadas por uma certa pessoa
não é compreender o que ela diz, mas sim se é boa, feliz
Tentar ser
quando não se é
Tentar sentir
o que o sentimento é
Foi, sempre, e será sempre igual
beber uns copos
ouvir boa musica
neste momento especial
Azeitoa boa é a preta e a verde
aqui em casa come-se tudo
nada se perde
algum lampejo, algum relampâgo
que me acorde deste adormecer
Oiço vozes vizinhas, não familiares
faço delas palavras minhas
se eu pudesse ao menos espereitar
Aqui no sossego do meu quintal
Oiço os pássaros chilrear
vizinhas a falar
no sossego deste meu quintal
Para muitos seria ilidico, quase utópico
para terem tudo o que tenho
mas o quetenho é basoco, simples singelo
não é nada de tão grande tamanho
Mas o que eu sinto, Ha, isso sim é decrépito, pobre, roto e sujo
As formas como me sinto nu mal-visto e viscoso
Ha, pois, o meu viver ocioso
Não há tinta nem lapiseira que possa por no papel
a derradeira, a derradeira e verdadeira verdade
das minhas emoções enquanto mocidade
Ainda sou novo mas com pensamentos de velho acabado sozinho e abandonado
Nada me vem salvar nem uma princesa
Nem o meu próprio respirar
Respirar este que se torna cada vez mais ofegante
ora não fosse eu adepto de fumar
e portanto, não obstante
tenho-o em mim e acabo só quando o dinheiro acabar
Cabal é este o meu sentimento
como cimento, pedra e cal
eu sinto mas não rebento
e não me acho o Tal
O Tal tem de ser forte, imponente e em controlo dos seus sentimentos
Eu procuro dentro de mim por entre teias e tormentos
...Mas não me encontro!
Para alguns de vós vou dizer parte do que tenho
é um misto de esquizofrenia com depressão
sou a ovelha negra de um rebalho
dentro deste turbilhão
Sofro de ansiedades grandes
e de grandes ansiedades
já tentei mudar de sitio
mas isto não é das cidades
Ou talvez tenha sido das cidades
dos seus vicios e costumes
Por favor diz-me o que achades
Se somos todos energumenos (energumes - que era assim que eu pensava que se escrevia)
Das trevas não me arrancarão
porque lá hei-de ficar
talvez por falta de compreensão
ou por algo que esteja a pagar
Não sou um Santo
eu fiz o meu quinhão de coisas más
qual não seria o meu espanto
se elas não ficassem todas para trás
Tomo comprimidos para isto e para aquilo
Até para dormir eu os tomo
Sei que estive á beira da loucura, mas não sentia isto
Dá vontade de voltar atrás e impedir que tudo isso aparecesse, mas o sol espelha prá frente, e com isto tudo fez-se
Canarinho que cantas belo
e és amarelo
come lá da minha mão
um bocadinho de farelo
Os pardais são bravos
não se deixam apanhar
de facto são como as mulheres
guardam uma certa distância para a gente não as agarrar
Alegria de casa e rosa
são dotadas de perfeição
Rosmaninho e bocas de lobo
todas me enchem o coração
Neste jardim pequeno
jaz a morte no cão
são as folhas de Inverno
que dão lugar ao Verão
Tenho dois gatos,
um é o Pandosga o outro o Xico
dou-lhes muitos miminhos
é por eles que eu sinto
Tantas bichas que não sei o nome
umas são carochas e formigas
outras de cascas grossas
são todas minhas amigas
Agora não mato nem um que seja
a não ser uma infestação
quero que a justiça seja feita
mas não pelas minhas próprias mãos
Pouso a lapiseira
verifico a lareira
Assomo-me à clareira
e como não uso cabeleira
Vou dar uma volta ao quintal
O vento sopra o vento ruge
de inicio mansinho, no fim urge
Aspergir as acepções dadas por uma certa pessoa
não é compreender o que ela diz, mas sim se é boa, feliz
Tentar ser
quando não se é
Tentar sentir
o que o sentimento é
Foi, sempre, e será sempre igual
beber uns copos
ouvir boa musica
neste momento especial
Azeitoa boa é a preta e a verde
aqui em casa come-se tudo
nada se perde
Ensaio de poesia
Qual é coisa qual é ela
que nasce torta
nunca se endireita
e é muito bela
Não sei, e também penso pouco
são as ideias de um homem são
são as ideias de um homem louco
dar asas à imaginação
largar os papagaios
a não faltar a emoção
e estes voam como gaios
Vender e comprar são versos da mesma moeda
estão implicados um no outro
é tudo a mesma merda
Quem não te conheça que te compre
pois eu estou farto de ti
quero vender, já não sei onde
cago nisso, fico por aqui
que nasce torta
nunca se endireita
e é muito bela
Não sei, e também penso pouco
são as ideias de um homem são
são as ideias de um homem louco
dar asas à imaginação
largar os papagaios
a não faltar a emoção
e estes voam como gaios
Vender e comprar são versos da mesma moeda
estão implicados um no outro
é tudo a mesma merda
Quem não te conheça que te compre
pois eu estou farto de ti
quero vender, já não sei onde
cago nisso, fico por aqui
If's and not's
O que eu não gostava de ter aprendido:
- a enrolar charros e a fumá-los
- beber até cair para o lado
- fumar
- fobia de andar de transportes públicos
- ter más companhias
- não ter uma rotina definida para o dia a dia
- não conseguir ultrapassar os problemas pessoais
O que gostava de ter aprendido:
- aprender a lidar com a dor
- coisas mais positivas como ir dar um passeio com um amigo ou amiga
- telefonar às pessoas
- deixar as más companhias
- deixar de frequentar maus sitios
- ser criativo e criar sempre algo novo dia a dia
- a conservar os meus amigos
- a socializar
- a não ficar sozinho
- a enrolar charros e a fumá-los
- beber até cair para o lado
- fumar
- fobia de andar de transportes públicos
- ter más companhias
- não ter uma rotina definida para o dia a dia
- não conseguir ultrapassar os problemas pessoais
O que gostava de ter aprendido:
- aprender a lidar com a dor
- coisas mais positivas como ir dar um passeio com um amigo ou amiga
- telefonar às pessoas
- deixar as más companhias
- deixar de frequentar maus sitios
- ser criativo e criar sempre algo novo dia a dia
- a conservar os meus amigos
- a socializar
- a não ficar sozinho
Sábado, Abril 30, 2005
Na hora H
Na hora H é o ver se fazias. Ingerindo susbstâncias não supostamente devidas com 4% de alcool não é a ver se faz bem, mas a ver se faz mossa. Tudo isto para dizer que eu estou na fossa. Pior que um rato dos esgotos a navegar na busca do seu comerzinho, infectado por bactérias nojentas e outras doenças transmissiveis ao Homem.
Se isto tivesse efeito eu poderia tomar mais vezes para observar-me a desaparecer deste mundo irreal, desaparecer deste submundo. Mas nada tem mudado, os ventos continuam a soprar na mesma direcção. Na direção oposta à que eu quero, e desespero.
Tinha um almoço combinado amanhã na casa da D. Nomémia, mas como é Domingo dia da Mãe não vou lá poder almoçar, porque os filhos a convidaram depois de ela me ter convidado a mim, para um almoço. Acho justo, são filhos dela e têm todo o direito de requerer a mãe só por um dia. E dias há muitos, demoram é a chegar.
20:41 e sem rasgo de brilhantismo ou inteligência que rebente com estes grilhões com que se aguenta. Era só preciso um, um rasgozinho da iluminação para que eu pudesse ver melhor o que o futuro me reserva, ou o que eu reservo para o meu futuro. Algo de esptacular imagino, mas não sei o quê.
Para as pessoas que leem de facto este blog, faço delas as minhas orações, por se preocurem em me dar um pouco da atenção que eu mereço. Que todos nós merecemos.
Obrigado e sem mais assunto nem demora despeço-me
Luís G.
Se isto tivesse efeito eu poderia tomar mais vezes para observar-me a desaparecer deste mundo irreal, desaparecer deste submundo. Mas nada tem mudado, os ventos continuam a soprar na mesma direcção. Na direção oposta à que eu quero, e desespero.
Tinha um almoço combinado amanhã na casa da D. Nomémia, mas como é Domingo dia da Mãe não vou lá poder almoçar, porque os filhos a convidaram depois de ela me ter convidado a mim, para um almoço. Acho justo, são filhos dela e têm todo o direito de requerer a mãe só por um dia. E dias há muitos, demoram é a chegar.
20:41 e sem rasgo de brilhantismo ou inteligência que rebente com estes grilhões com que se aguenta. Era só preciso um, um rasgozinho da iluminação para que eu pudesse ver melhor o que o futuro me reserva, ou o que eu reservo para o meu futuro. Algo de esptacular imagino, mas não sei o quê.
Para as pessoas que leem de facto este blog, faço delas as minhas orações, por se preocurem em me dar um pouco da atenção que eu mereço. Que todos nós merecemos.
Obrigado e sem mais assunto nem demora despeço-me
Luís G.
Sexta-feira, Abril 29, 2005
Fuma mais um
Que dia este endiabrado o que não gosto de ir para esses lados. Eh caralho que isto até faz mal á cabeça...
Não sei se o que fiz foi certo ou se foi errado mas só sei que o fiz e assim não vou ter que pensar mais nisso. Isto é o estado em que as coisas deixam um gajo, sem fazer sentido e merdas assim. Tou certo que tanto ao dia quanto à noite lá vou parar lá outra vez, mas hoje não se calhar.
mantenham os olhos alerta.
Não sei se o que fiz foi certo ou se foi errado mas só sei que o fiz e assim não vou ter que pensar mais nisso. Isto é o estado em que as coisas deixam um gajo, sem fazer sentido e merdas assim. Tou certo que tanto ao dia quanto à noite lá vou parar lá outra vez, mas hoje não se calhar.
mantenham os olhos alerta.
Quarta-feira, Abril 27, 2005
Sentado na cadeira
Sentado na minha cadeira naquilo que parece ser couro eu medito sobre os acontecimentos do dia. Talvez comece pela noite, acabei de tomar um belo de um Chococino, que é leite quente com chocolate mais a minha adorável irmã num café no shopping aqui da zona já que o sitio onde nós eramos supostamente para ir estava fechado. Mais parecia fechado para obras. Avante Errante. Hoje foi o dia de inauguração do Fórum socio-ocupacional de Cascais e esteve lá o *cof cof* nobrissimo Presidente da Camâra de Cascais António Capucho que acabou por dizer, resumindo, nada de jeito. Eu nem aplaudi.
Tinha ido de manhã, pelas 11 horas ter com a minha amiga Noémia ao Terminal das carreiras do CascaisVilla para conversar-mos e almoçar-mos. Ela é uma senhora com quem eu me dou muito bem e que tem um notável sentido de tudo, responsabilidade, seriedade, honestidade e amizade. Em amena cavaqueira comiamos as nossas pizzas. A dela era de Ananás, e as minhas duas fatias uma era de queijo e fiambre e a outra já não me recordo, mas esta última foi a que me soube melhor, talvez por ter sido a primeira a ser comida. quiça
Enquanto ela fazia as suas palavras cruzadas eu ia-lhe pedindo a caneta emprestada e ia escrevendo uns versos num livrinho azul que ela guarda cuidadosamente na sua bolsa. Ofereci-lhe os poemas, pois bem que eu podia ter arrancado a folha e te-los guardado para mim. Não são nada de espcial, coisas corriqueiras do dia a dia, é o que eu escrevo. Mas em mim está uma força tão grande de descontentamento que só me apetece escrever molhando a pena não em tinta, mas em lágrimas derramadas pelos meus próprios olhos.
Arrancámos na carreira fomos para o Fórum, que fica no Monte-Estoril. Encontramo-nos, quando passavamos pelo café do Sr. António com um grupo de bem-feitores, entre eles o António Volta, o Filipe Mendonça e o João Estrangeiro de quem eu estimo muito embora eu ache que ele já esteja um pouco fartinho de mim e dos meus modos. Fiquei sentado na única cadeira vaga que havia na mesa e a D. Noémia seguiu caminho para o fórum, a seu passo vagaroso, porque a idade e o peso não lhe premitem mais.
Entre um cigarro e outro, já que os meus tinham acabado eu tive de *cravar*. Entre um cigarro e outro ia-se falando de baboseiras, ora da mulher que entrava que era filha do Sr. António, ora do rapazito que entrava que era bisneto do Sr. António, ora de alguém que entrava que era aluém relacionado á familia do Sr. António.
Fórum, subimos a rua que lá ia dar e foi então esperar pelo *nobrissimo* António Capucho chegar. Demorou mas chegou, ninguém se exaltou ninguém bradou nada. Os utentes, nós, eu inclusive mantive-me calado mesmo sabendo das condições a que me sujeito neste sistema de saúde percário e mal organizado. Como disse, não bati palmas, porque palmas, só bato a quem as merece e a quem faz algo de bom. Ora o meu pai ficou desempregado porque este homem lhe tirou o emprego, querendo deitar abaixo o Hotel Estoril Sol. Tirou-o a ele e a muitos outros.
Não me estendendo muito gostava de dizer que estava num estado de ansiedade tal que parecia que ia explodir. Por sorte não tive de ficar lá muito tempo. Comi e bebi qualquer coisa e fui-me logo embora, dando boleia até á estação dos comboios do Estoril ao Filipe Mendonça.
Agora vou tomar banho e a seguir provavelmente vou-me dedicar á leitura ou à escrita, poesia porventura.
Abraços e cumprimentos
Luís Guerreiro
Tinha ido de manhã, pelas 11 horas ter com a minha amiga Noémia ao Terminal das carreiras do CascaisVilla para conversar-mos e almoçar-mos. Ela é uma senhora com quem eu me dou muito bem e que tem um notável sentido de tudo, responsabilidade, seriedade, honestidade e amizade. Em amena cavaqueira comiamos as nossas pizzas. A dela era de Ananás, e as minhas duas fatias uma era de queijo e fiambre e a outra já não me recordo, mas esta última foi a que me soube melhor, talvez por ter sido a primeira a ser comida. quiça
Enquanto ela fazia as suas palavras cruzadas eu ia-lhe pedindo a caneta emprestada e ia escrevendo uns versos num livrinho azul que ela guarda cuidadosamente na sua bolsa. Ofereci-lhe os poemas, pois bem que eu podia ter arrancado a folha e te-los guardado para mim. Não são nada de espcial, coisas corriqueiras do dia a dia, é o que eu escrevo. Mas em mim está uma força tão grande de descontentamento que só me apetece escrever molhando a pena não em tinta, mas em lágrimas derramadas pelos meus próprios olhos.
Arrancámos na carreira fomos para o Fórum, que fica no Monte-Estoril. Encontramo-nos, quando passavamos pelo café do Sr. António com um grupo de bem-feitores, entre eles o António Volta, o Filipe Mendonça e o João Estrangeiro de quem eu estimo muito embora eu ache que ele já esteja um pouco fartinho de mim e dos meus modos. Fiquei sentado na única cadeira vaga que havia na mesa e a D. Noémia seguiu caminho para o fórum, a seu passo vagaroso, porque a idade e o peso não lhe premitem mais.
Entre um cigarro e outro, já que os meus tinham acabado eu tive de *cravar*. Entre um cigarro e outro ia-se falando de baboseiras, ora da mulher que entrava que era filha do Sr. António, ora do rapazito que entrava que era bisneto do Sr. António, ora de alguém que entrava que era aluém relacionado á familia do Sr. António.
Fórum, subimos a rua que lá ia dar e foi então esperar pelo *nobrissimo* António Capucho chegar. Demorou mas chegou, ninguém se exaltou ninguém bradou nada. Os utentes, nós, eu inclusive mantive-me calado mesmo sabendo das condições a que me sujeito neste sistema de saúde percário e mal organizado. Como disse, não bati palmas, porque palmas, só bato a quem as merece e a quem faz algo de bom. Ora o meu pai ficou desempregado porque este homem lhe tirou o emprego, querendo deitar abaixo o Hotel Estoril Sol. Tirou-o a ele e a muitos outros.
Não me estendendo muito gostava de dizer que estava num estado de ansiedade tal que parecia que ia explodir. Por sorte não tive de ficar lá muito tempo. Comi e bebi qualquer coisa e fui-me logo embora, dando boleia até á estação dos comboios do Estoril ao Filipe Mendonça.
Agora vou tomar banho e a seguir provavelmente vou-me dedicar á leitura ou à escrita, poesia porventura.
Abraços e cumprimentos
Luís Guerreiro
Abraçar o Ser
Poeta eu quero ser
como asas voando ao vento
neste mundo tento vencer
nada me custou tanto
Versar e prosar são vias
vias do entendimento
por mais não querer dizer
faço disto meu sentimento
Dou graças a Deus por tudo
menos a este aperto
de braços abertos ao mundo
para tudo bater certo
Nos nervos não a encontro
nas veias ainda menos
uns acham-me um tonto
e outros nomes pequenos
Não decoro nomes, faces ou rostos
são para mim tudo igual
onde os meus sentidos não estão postos
Pego fogo à ideia e ao preconceito
tenho mendo do passado
e de tudo o que foi feito
Dou graças pela minha visão, tacto, paladar audição
O mesmo não posso dizer do que me vai no coração
O meu rio de lágrimas secou
nem doces nem salgadas
e tudo o vento levou
e o tudo ficou em nada
Tenho mãe, pai e irmã
do mundo todo o tempo tenho
gostava de ter mente sã
mesmo sendo de pouco tamanho
Já ando nisto há ano e meio
tou cheio de medicamentos
aninhar-me no teu seio
o calor do sentimento
Durmo bem acompanhado
e protejido já me sinto
com três é apertado
falo a verdade, não minto
Meus medos hão-de passar
mesmo sem eu nada fazer
dizem que o tempo tudo cura
mesmo que eu o não quiser
Ando de letra em letra
a saltar de verso em verso
por vezes vejo-te presa
sem chegar a um consenso
Gostava de navegar por esse oceano fora
tudo muito devagar, devar mas sem demora
Nunca daqui saí
sou como um pássaro no ninho
fui aqui, fui ali
apenas por um pouquinho
Por agora vou descansar
mas muito para dizer tenho
vou ter muito em que pensar
algo de grande tamanho
como asas voando ao vento
neste mundo tento vencer
nada me custou tanto
Versar e prosar são vias
vias do entendimento
por mais não querer dizer
faço disto meu sentimento
Dou graças a Deus por tudo
menos a este aperto
de braços abertos ao mundo
para tudo bater certo
Nos nervos não a encontro
nas veias ainda menos
uns acham-me um tonto
e outros nomes pequenos
Não decoro nomes, faces ou rostos
são para mim tudo igual
onde os meus sentidos não estão postos
Pego fogo à ideia e ao preconceito
tenho mendo do passado
e de tudo o que foi feito
Dou graças pela minha visão, tacto, paladar audição
O mesmo não posso dizer do que me vai no coração
O meu rio de lágrimas secou
nem doces nem salgadas
e tudo o vento levou
e o tudo ficou em nada
Tenho mãe, pai e irmã
do mundo todo o tempo tenho
gostava de ter mente sã
mesmo sendo de pouco tamanho
Já ando nisto há ano e meio
tou cheio de medicamentos
aninhar-me no teu seio
o calor do sentimento
Durmo bem acompanhado
e protejido já me sinto
com três é apertado
falo a verdade, não minto
Meus medos hão-de passar
mesmo sem eu nada fazer
dizem que o tempo tudo cura
mesmo que eu o não quiser
Ando de letra em letra
a saltar de verso em verso
por vezes vejo-te presa
sem chegar a um consenso
Gostava de navegar por esse oceano fora
tudo muito devagar, devar mas sem demora
Nunca daqui saí
sou como um pássaro no ninho
fui aqui, fui ali
apenas por um pouquinho
Por agora vou descansar
mas muito para dizer tenho
vou ter muito em que pensar
algo de grande tamanho
Domingo, Abril 24, 2005
Poesia em Português #1
Escrever em Português
Parece ser dificil
Mais facil é em Inglês
Please put down your pencil
Português, Portuguesinho
vai cantando devagar, devagarinho
Uns nascem para ser poetas
outros para outras tretas
canto mal no meu quintal
por trás da rua das vinhas pretas
Preto está o céu, azul está o mar
determinação é necessária
faço tudo para não falhar
E a vida é feita de três medidas
todas diferentes umas das outras
por ruas e avenidas
por favor, não façam orelhas moucas
como ultrapassar um dia de cada vez
vivo-os com intensidade não de um, mas de três
E depois disto está tudo dito
cantado, tocado, sentido
é nisto que eu acredito
Palavras a mais são um plágio
eram de uma música mas agora estão em estágio
depois de uns copos e de música ouvida
quero ouvir o mar
quero também comida
e por falar em comida
desejo uma donzela bem aparecida
daquelas que não nos dão espaço para pensar
no que dizer e no que falar
Rima após rima
caminho rio acima
de barco ou de canoa
melancia ou meloa
Melancia que tanto adoro
que no Verão é fresquinha
trás memórias dolorosas
mas não deixas de ser minha
Ano após ano vai passando
o que me reserva o futuro
quando as coisas vão andando
nada, nada é um furo
Furos e buracos são vazios de preenchimento
tal é o meu coração
tal é o sentimento
Já tentei fazer de tudo para que o tempo passe depressa
fazer bordados, tocar música e até pintar á pressa
Pressa e peça são palavras rimantes
podem andar de mão em mão
tal como dois amantes
Já estive num asilo
Já estive na loucura
mas ser-se são é um desafio
que comigo não perdura
Pedras e paus podem-nos fazer mal
mas perder um amor ou dois
é a loucura, é caso para tal
Voltando aos passatempos
o que fazer nas horas vagas e mortas
que são tantas quantas as voltas
a Terra dá sobre si
Si é uma nota
e a seguir vem o Dó
da guitarra não sai um som
mas apenas e só um nó
Rimando em versos de quatro
mais chamdas de quadras
não dizendo nada de jeito
pois as portas estão fechadas
O nó no meu coração
não há quem o desate
como um mendigo à espera de um pão
como eu à espera que me mate
será a autodestruição a solução
será ela só por si a razão
pela qual vivo sem emoção,
dentro do meu coração
Parece ser dificil
Mais facil é em Inglês
Please put down your pencil
Português, Portuguesinho
vai cantando devagar, devagarinho
Uns nascem para ser poetas
outros para outras tretas
canto mal no meu quintal
por trás da rua das vinhas pretas
Preto está o céu, azul está o mar
determinação é necessária
faço tudo para não falhar
E a vida é feita de três medidas
todas diferentes umas das outras
por ruas e avenidas
por favor, não façam orelhas moucas
como ultrapassar um dia de cada vez
vivo-os com intensidade não de um, mas de três
E depois disto está tudo dito
cantado, tocado, sentido
é nisto que eu acredito
Palavras a mais são um plágio
eram de uma música mas agora estão em estágio
depois de uns copos e de música ouvida
quero ouvir o mar
quero também comida
e por falar em comida
desejo uma donzela bem aparecida
daquelas que não nos dão espaço para pensar
no que dizer e no que falar
Rima após rima
caminho rio acima
de barco ou de canoa
melancia ou meloa
Melancia que tanto adoro
que no Verão é fresquinha
trás memórias dolorosas
mas não deixas de ser minha
Ano após ano vai passando
o que me reserva o futuro
quando as coisas vão andando
nada, nada é um furo
Furos e buracos são vazios de preenchimento
tal é o meu coração
tal é o sentimento
Já tentei fazer de tudo para que o tempo passe depressa
fazer bordados, tocar música e até pintar á pressa
Pressa e peça são palavras rimantes
podem andar de mão em mão
tal como dois amantes
Já estive num asilo
Já estive na loucura
mas ser-se são é um desafio
que comigo não perdura
Pedras e paus podem-nos fazer mal
mas perder um amor ou dois
é a loucura, é caso para tal
Voltando aos passatempos
o que fazer nas horas vagas e mortas
que são tantas quantas as voltas
a Terra dá sobre si
Si é uma nota
e a seguir vem o Dó
da guitarra não sai um som
mas apenas e só um nó
Rimando em versos de quatro
mais chamdas de quadras
não dizendo nada de jeito
pois as portas estão fechadas
O nó no meu coração
não há quem o desate
como um mendigo à espera de um pão
como eu à espera que me mate
será a autodestruição a solução
será ela só por si a razão
pela qual vivo sem emoção,
dentro do meu coração




